
Património Cultural e Museus antes e depois da democracia
O domínio do património cultural em sentido amplo pode constituir um campo de análise especialmente revelador se quisermos “ir mais fundo” na análise da verdadeira dimensão do “dia inicial inteiro e limpo”,
porque nele se juntam os pontos de vista das classes urbanas com os dos povos das aldeias, na defesa de bens (materiais) e valores (imateriais) que ambos consideramos memoráveis.
Em 1974 o próprio conceito de “património cultural” era ainda em grande medida ignorado. Vivíamos debaixo de décadas de “património artístico da Nação” e de “folclore”. Mas algo estava já a mudar, recordando-nos que uma verdadeira revolução não se resume ao momento do assalto ao palácio.
Disto falaremos nesta sessão, num itinerário que nos levará da arqueologia ao património cultural em geral e deste aos museus.
Luís Raposo
Arqueólogo
Vice-Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses
Membro do Conselho Executivo do ICOM (International Council of Museums)
