
Curso livre
História Naval do Noroeste Português
Solar Condes de Resende
Sábado, 21 de janeiro de 2017
15-17 horas
“A pesca no noroeste português” por Teresa Soeiro, arqueóloga, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Abordaremos nesta aula, sinteticamente, as características da atividade piscatória nos tramos finais dos rios Tâmega e Douro, alvo do nosso trabalho de campo, procurando contextualizá-las com o tempo histórico compreendido entre a segunda metade de setecentos e meados do presente século.
A pesca e o apoio ao comércio com o interior do país e a região vinhateira do Alto-Douro justificam certamente as pequenas povoações que aqui assentaram, aproveitando a parte terminal dos vales formados por cursos de água menores, alguns dos quais ainda hoje persistem, pelo menos como memórias.
A frequência desta sessão ou do curso implica inscrição prévia.


As Cabeças de S. Cristóvão e S. Gonçalo; foto Joaquim Pina Cabral
Romaria gaiense de S. Gonçalo
Vai decorrer no próximo domingo, dia 15 de janeiro, a tradicional romaria gaiense de S. Gonçalo entre a Beira-Rio, na freguesia de Santa Marinha e a igreja paroquial de Mafamude.
É protagonizada por três grupos de festeiros, os Mareantes do Rio Douro, a Comissão Velha da Rasa e a Comissão Nova da Rasa, hoje associações recreativas que perpetuam a tradição da antiga faina marítimo-fluvial no Rio Douro, quando ao mesmo chegavam embarcações de todo o mundo e daqui partiam os produtos do Douro e das Beiras.
Os mareantes eram a aristocracia do mar, armadores, capitães de longo curso, pilotos da barra e negociantes de grosso trato. Os grupos de Mafamude representam os artífices que trabalhavam nesta faina, tanoeiros, carpinteiros navais, caixoteiros, construtores de veículos. S. Gonçalo é o protetor das viagens de longo curso e das doenças dos ossos, além de casamenteiro de viúvas. S. Cristóvão é o padroeiro dos barqueiros e dos viajantes e S. Roque o protetor contra as doenças contagiosas.

Curso livre
História Naval do Noroeste Português
Solar Condes de Resende
Sábado, 07 de janeiro de 2017
15-17 horas
“A Pesca do Bacalhau, apenas uma epopeia?”por Álvaro Garrido, historiador, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
“Desde os primórdios da pesca do bacalhau por navios, que junto das populações locais e noutras menos chegadas aos portos de armamento, se serviam de parentes e conhecidos, procurando contratar os homens e compor boas tripulações. Nas povoações mais afastadas dos portos de armamento onde havia pescadores de confiança cujo trabalho e comportamento se tivessem notado em campanhas anteriores o capitão tratava de os recrutar através de encarregados.

Solar Condes de Resende
Quinta-feira, 29 de dezembro – 21,30 horas
Palestra das últimas quintas-feiras do mês
“As Comunidades gaienses nos reinados de D. Dinis e D. Afonso IV – História e Património”.
por Paulo Sousa Costa
Gaia na Idade Média
Não têm sido muito frequentes os estudos académicos sobre a Idade Média Gaiense. Por esse motivo têm o maior interesse os estudos do Dr. Paulo Costa, Mestre em História Medieval pela FLUP sobre alguns aspetos da consolidação deste município nos séculos XIII e XIV num território que chegou aos dias de hoje.
Entrada livre

Curso livre
História Naval do Noroeste Português
Solar Condes de Resende
Sábado, 10 de dezembro de 2016
15-17 horas
“A Frota Mercantil do Porto no período constitucional”
por J. A. Gonçalves Guimarães, historiador, Academia Eça de Queirós.
A Revolução de 1820 e a independência do Brasil coincidem com uma grande transformação nas relações comerciais entre a Barra do Douro e os portos brasileiros, nomeadamente na substituição de grandes veleiros (navios, galeras) pelos mais ligeiros bergantins ou brigues, enquanto que no horizonte iam aparecendo os vapores cuja evolução acabaria com os veleiros a médio prazo.
Com estas alterações foram acabando os estaleiros das margens do Douro e o próprio comércio da cidade do Porto sofreria alterações irreversíveis.
A Frota Mercantil do Porto foi pois o auge da navegação atlântica à vela e um fator de caracterização da região.
A frequência desta sessão ou do curso implica inscrição prévia.

Pág. 57 de 74