
📍 Solar Condes de Resende
📅 Quinta-feira, 27 de março de 2025
⌚ 18:30 – 19:30 horas
Eça de Queirós na Roménia
Doutora Cristina Petrescu
«A partir dos anos '20, quando foram publicadas, em revistas, traduções (do espanhol) dos contos O Defunto (1924) e O Tesouro (1926) e trechos do romance O Mandarim (1929), até 2022, quando a Roménia ganhou uma edição bilingue do conto Civilização, estende-se um século de traduções que acolhe uma parte significativa da obra eciana: O Crime do Padre Amaro (1968), A Relíquia (1972), Os Maias (1978 e 2005), O Primo Basílio (1983), A Cidade e as Serras (1987), os poemas do heterónimo coletivo Fradique Mendes (2021) e vários contos espalhados pelas antologias.

📍 Solar Condes de Resende, Canelas
📅 Sábado | 22 de março de 2025
⌚ 15h00 - 17h00
"Quando pertencer ao povo o que o povo produzir": poder popular e socialismo durante a Revolução Portuguesa (1974-75)
Prof. Doutor Ricardo Noronha
«Esta aula aborda as dinâmicas de mobilização coletiva e conflituosidade social durante o processo revolucionário português, bem como os projetos elaborados para dar forma a um projeto de transição socialista durante o verão de 1975. O seu objetivo é analisar um conjunto de práticas discursivas, imaginários simbólicos e padrões de

📍 Solar Condes de Resende
📅 Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
⌚ 18:30 – 19:30 horas
“Entre a Arcada e S. Bento” – Eça de Queirós vê Lisboa
Mestre Irene Fialho
«Uma das primeiras publicações de um muito jovem Eça de Queirós, no jornal Gazeta de Portugal, em 1867, intitula-se «Lisboa». Trata-se da visão de um recém-chegado à cidade, mas é também a reflexão de alguém recém-chegado a um mundo que só conhece impresso, através de livros e jornais. A Lisboa que encontra é uma paisagem povoada pelos seus preconceitos, sobretudo de carácter literário, ainda influenciados pelo romantismo mas já também pelas novas escolas literárias.

📍 Solar Condes de Resende, Canelas
📅 Sábado | 15 de fevereiro de 2025
⌚ 15h00 - 17h00
EDUCAÇÃO: 25 é metade de 50 ou 50 é o dobro de 25?
Prof. Doutor David Rodrigues
Conselheiro Nacional de Educação
"A Educação foi, certamente uma das áreas que mudou mais dramaticamente com a 25A74. Fruto de um modelo de educação familiar, restrita e elementar, chegamos a 1974 com cerca de 35% de pessoas analfabetas (das quais muito mais eram mulheres que homens). Hoje, passados 50 anos 50% dos jovens com 18 anos frequentam a Educação Superior. Nesta comunicação estabelecemos um percurso desde os três "Dês" (Democratizar, descolonizar e desenvolver) do 25A74 para cinco "Dês" que são agora as nossas prioridades em Educação (Dimensão, Diversidade, Desigualdade, Democracia e Direitos e Deveres Humanos)."
David Rodrigues
Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

A FOTOGRAFIA E O 25 DE ABRIL DE 1974
O 25 de Abril de 1974 constituiu um dos principais momentos da História Contemporânea de Portugal cujo acontecimento foi, naturalmente, veiculado através de vários meios de comunicação, nacionais e estrangeiros. A fotografia foi um desses meios de comunicação.
Antes de serem conhecidos, em Portugal, os cravos como símbolo da Revolução, já estes seguiam para as agências noticiosas Sigma e Gamma-Rapho captados pelas lentes de fotojornalistas estrangeiros, como Jean-Claude Francolon e Henri Bureau. O vermelho vivo dos cravos, contrastava com o preto e branco e cinzentos de uma fotografia oficial, anterior a 1974, feita de retratos, corta-fitas e vislumbres do pitoresco. Como era a fotografia antes de abril de 1974? Como viram os fotógrafos portugueses e estrangeiros, profissionais e amadores, a Revolução? Que caminhos seguiu a fotografia depois de 1974? Objeto ou documento, a fotografia tem sido utilizada pelos historiadores como complemento ao discurso escrito, mas é uma das mais importantes formas de comunicação, hoje abundantemente veiculada pelas redes sociais. E no tempo da Inteligência Artificial, mais do que nunca importa saber ler e interpretar fotografias.
Nuno Resende
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